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Coronavírus atinge a arte brasileira

Coronavírus atinge a arte brasileira

Fonte: Folha de S. Paulo, Rede Brasil Atual e O Globo

Hoje o Brasil perdeu dois maestros, vítimas do novo Coronavírus (Covid-19). Dois maestros de coro: Naomi Munakata (ex-diretora de coro da OESP e atualmente maestrina do Paulistano) e Marinho Lutero.

Segundo a Folha de S. Paulo:
Uma das mais importantes regentes brasileiras, Naomi Munakata morreu nesta quinta-feira (26), aos 64 anos. Ela estava internada desde o dia 16 de março no hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. No último dia 19, seu teste para a Covid-19 deu positivo.

Mesmo tendo apresentado uma melhora no quadro clínico nos últimos dias, Munakata teve uma piora abrupta durante a noite, que evoluiu para um choque séptico. A maestrina morreu por volta do meio-dia.

(ver https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada)

A morte do maestro Maestro Martinho Lutero é manchete no site da Rede Brasil Atual que destaca:
Em 31 de outubro de 1975, a Catedral da Sé e a praça estavam lotadas,com público estimado na época em até 10 mil pessoas, apesar dos bloqueios na cidade para evitar o acesso à região central. Era dia do ato ecumênico em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, morto pela ditadura apenas seis dias antes. Entre os que se apresentaram naquele dia, estava o Coro Luther King, regido pelo maestro Martinho Lutero.

Foi, na verdade, um “encontro” de 800 vozes para cantar temas como Pra não Dizer que não Falei de Flores (Caminhando), de Geraldo Vandré, Gracias a la Vida, de Violeta Parra, e O Bêbado e a Equilibrista (João Bosco/Aldir Blanc), além da Misa Criolla, do argentino Ariel Ramirez. (…)

A cerimônia de cremação foi realizada nesta quinta-feira (26), no Cemitério da Vila Alpina, em São Paulo. “Que toda a música e todo o amor que dividiu conosco nos console”, escreveu sua companheira, Sira Milani, fazendo um pedido para que todos permanecessem em casa, para evitar risco de contaminação: “Deixemos a tão necessária
confraternização e homenagens para um futuro próximo”. (…)

Nascido em Governador Valadares (MG), Martinho Lutero Galati de Oliveira completaria 67 anos em setembro. Além do Coro Luther King, ele criou a Camerata Sé e o coro Cantosospeso, em Milão, na Itália – era cidadão milanês emérito, o único brasileiro a receber a honraria além de
Carlos Gomes.

Lutero também desenvolveu trabalho em Moçambique. De 2013 a 2016, foi diretor artístico do Coral Paulistano Mário de Andrade, do Teatro Municipal. Era ainda presidente da Associação Brasileira de Regentes Corais. Antes da criar a rede Luther King, em pleno período do AI-5, dirigiu o musical Hair, em 1969.
Em algumas manifestações em redes sociais, foi lembrado com a expressão Alza la testa! (“Levante a cabeça!”, em italiano), dirigida aos músicos. Ele foi homenageado por nomes como o padre Júlio Lancelotti e a cantora Fabiana Cozza.

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